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Alunas de Parauapebas (PA) transformam caroço de açaí em solução para recuperação hídrica em participação no Solve for Tomorrow Brasil

25-09-2026

Projeto da Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Dulce utiliza biomassa descartada para desenvolver coagulante natural voltado ao tratamento de água impactada por resíduos minerais

Professor e alunas de Parauapebas (PA) posam juntos com bandeira de instituição de ensino
Equipe responsável pelo projeto ‘Euterpe-Aqua’, semifinalista do Solve for Tomorrow Brasil 2026

Resumo AI

  • Projeto de Parauapebas (PA) está entre os semifinalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil usando caroços de açaí para desenvolver uma solução de recuperação hídrica.
  • A equipe pesquisa a extração de taninos da biomassa, substâncias que podem atuar como coagulante natural na separação de resíduos minerais presentes na água.
  • A solução combina sustentabilidade, tecnologia e automação para transformar resíduos descartados na cidade em uma alternativa para desafios ambientais relacionados à qualidade da água na região amazônica.

Quatro alunas da Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Dulce, em Parauapebas (PA), estão na semifinal da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Orientadas pelo professor Roberto Costa da Silva, as estudantes desenvolvem o projeto ‘Euterpe-Aqua: Da Biomassa do Açaí à Tecnologia de Recuperação Hídrica’, que busca unir dois desafios presentes na realidade de Parauapebas: o descarte inadequado dos caroços de açaí e a necessidade de encontrar alternativas para o tratamento de águas impactadas por resíduos minerais associados à atividade mineradora.

“O projeto nasceu de uma pergunta muito simples sobre algo que vemos sendo descartado todos os dias na comunidade. Uma das alunas começou a pesquisar o que poderia ser feito com o caroço do açaí e encontrou o tanino. A partir daí, elas perceberam que poderiam unir esse resíduo a uma problemática muito presente em nossa cidade e começaram a pensar em como criar um protótipo para fazer esse processo de extração e contribuir para a purificação da água”, explica Roberto Costa da Silva, professor orientador do projeto.

Com base nessa pesquisa, as estudantes estão desenvolvendo uma usina piloto automatizada. O sistema utiliza tecnologia Arduino para controlar etapas como aquecimento e agitação da biomassa. A equipe também trabalha na programação do equipamento e na realização de testes para aprimorar o funcionamento do protótipo.

Além de buscar dar um novo destino a um resíduo que atualmente é descartado, o Euterpe-Aqua tem potencial de aplicação em uma questão ambiental relevante para a região. Parauapebas possui forte atividade mineradora, e o tratamento de efluentes e a preservação da qualidade da água são desafios importantes para o território. Ao investigar uma alternativa de origem vegetal para a recuperação hídrica, as estudantes trabalham com uma proposta que pode ser ampliada para outros contextos que enfrentam problemas relacionados à qualidade da água.

Imagens aéres de Parauapebas (PA) com a escrita Euterpe-Aqua em destaque

“O protagonismo feminino científico nesse projeto de Parauapebas é muito forte. O desenvolvimento das habilidades dessas alunas acontece enquanto elas trabalham em uma alternativa, que nasceu para atender a diferentes desafios de um mesmo território. Ao transformar um resíduo abundante em matéria-prima para uma solução tecnológica, elas trabalham conceitos de ciência e automação ao mesmo tempo em que buscam responder a uma questão ambiental relevante para a região. É um exemplo de como o conhecimento pode ser aplicado para criar alternativas sustentáveis e gerar impacto positivo na comunidade”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“O Euterpe-Aqua mostra como a escola pública pode ser um espaço de investigação e produção de conhecimento profundamente conectado ao território. Ao transformar um resíduo presente no cotidiano em objeto de pesquisa e solução tecnológica, as estudantes articulam diferentes áreas do conhecimento para enfrentar um desafio ambiental de sua região”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Atualmente, a equipe está concentrada no aprimoramento do protótipo e na realização de testes relacionados ao processo de extração dos taninos. As mentorias oferecidas pelo Solve for Tomorrow também têm contribuído para que as estudantes revisem etapas da proposta, identifiquem pontos de melhoria e avancem no desenvolvimento da solução. O objetivo é aperfeiçoar a tecnologia e investigar possíveis aproveitamentos para os resíduos que permanecem após a extração.

Para o professor Roberto, a participação no programa reforça a percepção das estudantes de que a ciência pode ser construída a partir de questões presentes em seu próprio cotidiano. “Elas estão percebendo que a ciência não está distante da realidade delas. Elas observam um problema, pesquisam, fazem descobertas, aplicam o conhecimento e pensam em como aquela solução pode beneficiar outras pessoas. O mais importante é que elas querem continuar investigando e aprimorando o projeto para que ele possa contribuir com a comunidade e com a região amazônica”, conclui.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil.

  1. Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026. ↩︎

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