[Entrevista] Arte feita para os sentidos: Karim Noureldin x Samsung Art Store

29-07-2026
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“O espaço e a arte, bem como as obras de arte e o ambiente construído ao seu redor, estão inexoravelmente relacionados entre si.”

– Karim Noureldin, artista contemporâneo

Resumo AI

  • A Samsung Art Store passa a oferecer digitalmente “Brea” (2025), de Karim Noureldin, como parte da Coleção Art Basel em Basileia 2026, destacando a linguagem abstrata e sensorial do artista suíço.
  • Em entrevista à Samsung Newsroom, Noureldin explica como linha, cor, ritmo e espaço se unem para criar um “som visual”, convidando o público a vivenciar a arte por meio de diferentes sentidos.
  • O artista também reflete sobre a experiência de apreciar obras de arte em casa, destacando que as TVs Samsung Art aproximam a arte do cotidiano ao permitir que cada obra seja redescoberta conforme a luz, o ambiente e o olhar do espectador.

Uma obra de arte visual pode ser vivenciada como som? Para Karim Noureldin, sim. O artista suíço cria obras abstratas que guiam o olhar através da composição como o ritmo na música, revelando novos detalhes quanto mais tempo são observadas. Noureldin descreve isso como “um som visual”, uma ideia enraizada no desenho e refletida em obras moldadas por linha, cor, superfície e espaço.

 

A imagem mostra o artista contemporâneo suíço Karim Noureldin em um retrato, vestindo uma camisa azul e posicionado em frente a um fundo claro.

 

A obra “Brea” (2025) de Noureldin será apresentada digitalmente como parte da nova Coleção Art Basel em Basileia 2026. Disponível exclusivamente na Samsung Art Store, a coleção apresenta 24 obras de artistas suíços ou baseados na Suíça, representados por oito galerias que participam da feira. “Brea” foi escolhida por sua paleta de cores distinta e pelo uso de padrões marcantes, ambos centrais na prática mais ampla de Noureldin. A Samsung Newsroom conversou com Noureldin sobre desenho, abstração e o que muda quando a arte é vivenciada em casa.

 

A linguagem sensorial de “Brea”

A imagem mostra a obra abstrata Brea (2025), de Karim Noureldin. A composição reúne formas geométricas, linhas e blocos de cores em tons de verde, azul, rosa, amarelo, branco e preto.

“Brea” (2025) reflete o interesse de Noureldin pela linha, cor e ritmo, criando o que ele descreve como “um som visual”. Foto de Finn Curry, cortesia do artista e von Bartha.

 

P. “Brea” (2025) faz parte da Coleção Art Basel em Basileia 2026 na Samsung Art Store. O que você pode compartilhar sobre o processo por trás desta obra?

 

“Brea” começou com o processo do desenho como uma forma de construir um espaço imaginado. Eu a criei com lápis porque o desenho me permite pensar, planejar, imaginar e visualizar ao mesmo tempo. Trabalho com lápis há muito tempo e ainda o vejo como uma das maneiras mais diretas de iniciar uma ideia. O movimento do desenho também se assemelha ao ato de escrever palavras à mão.

 

Trabalhar no papel me permite ver um espaço que ainda não é totalmente físico. Acho mais fácil criar um mundo tridimensional neste formato do que pintando em uma tela. É por isso que o desenho continua sendo tão importante para mim. Sua energia está comigo desde o início do meu trabalho como artista e está presente em “Brea”.

 

A imagem mostra estudos de composição desenvolvidos por Karim Noureldin sobre folhas de papel. Os desenhos apresentam padrões geométricos formados por linhas em tons de azul, verde e ocre, acompanhados de amostras de cores, anotações e lápis utilizados pelo artista durante o processo criativo.

Noureldin trabalha com lápis de cor para construir densidade espacial com linhas repetidas e mudanças de cor. Foto de Ariel Huber, cortesia do artista e von Bartha.

 

P. Como a linha, a superfície e a estrutura funcionam juntas em “Brea”?

 

Em “Brea”, linha, estrutura e superfície não são elementos separados. Eles se complementam. As linhas criam movimento, as superfícies criam profundidade e a estrutura une essas partes. Através dessa relação, a obra pode começar a parecer um espaço no qual o espectador entra por meio de sua própria percepção. O autor George Stolz descreveu que “Brea” cria uma espécie de espacialidade pela forma como suas superfícies se encontram. Acho que isso é muito próximo de como eu vejo a obra.

 

A imagem mostra Karim Noureldin desenhando sobre uma folha de papel apoiada em uma mesa de trabalho. O ambiente reúne materiais artísticos e ferramentas utilizadas pelo artista durante o processo de criação.

A prática de Karim Noureldin começa com o desenho, um meio que ele descreve como uma forma de pensar, planejar, imaginar e visualizar ao mesmo tempo. Foto de Ariel Huber, cortesia do artista e von Bartha.

 

Definindo uma linguagem espacial

P. Como a sua abordagem na criação artística permaneceu a mesma ao longo do tempo?

 

Minha abordagem permaneceu a mesma através de um compromisso constante com o trabalho. Estudei belas artes, mais tarde atuei como professor associado na ECAL/Universidade de Arte e Design de Lausanne e orientei artistas suíços mais jovens. Essas experiências moldaram a forma como penso sobre a arte, mas não mudaram a razão pela qual a faço. Ainda abordo cada obra com a mesma motivação e foco que tinha no início. Poder fazer arte é algo que sempre sonhei em fazer e continuo fazendo com dedicação e gratidão.

 

A imagem mostra duas obras abstratas de Karim Noureldin expostas em uma galeria de arte. As composições apresentam linhas geométricas e sobreposições de formas em tons suaves de rosa, amarelo, azul e verde, instaladas em uma parede branca.

As obras de Noureldin dialogam entre si através da linha, da superfície e da escala. Foto de Finn Curry, cortesia do artista e von Bartha.

 

P. O que conecta as diferentes formas em que você trabalha?

 

Não importa a forma, meu trabalho aplica a mesma linguagem abstrata e processo criativo a diferentes mídias. Costumo pensar em cada mídia como um instrumento diferente. O som muda, mas a composição vem do mesmo lugar. As obras podem aparecer em pequena ou grande escala, dentro de um local específico ou como peças independentes. O que as conecta é a mesma atenção à linha, cor, ritmo e espaço.

 

P. O que a abstração permite que você faça?

 

A abstração permite a atemporalidade e a universalidade. Não está presa a um único tema ou momento. Ela pode permanecer aberta, para que cada espectador possa encontrar a obra através de sua própria percepção.

 

“Poder fazer arte é algo que sempre sonhei em fazer e continuo fazendo com dedicação e gratidão.”

 

P. Como você pensa a relação entre uma obra de arte e o lugar onde ela é vista?

 

O espaço e a arte, bem como as obras de arte e o ambiente construído ao seu redor, estão inexoravelmente relacionados entre si. Quer uma obra tenha sido criada para um local específico, colocada nele ou simplesmente visualizada ali, cada condição molda o que a obra pode expressar e fazer.

 

A imagem mostra uma TV Samsung The Frame exibindo uma obra abstrata de Karim Noureldin. A composição apresenta linhas diagonais e verticais em tons suaves de rosa, amarelo, azul e verde, instalada em uma parede com acabamento em concreto ao lado de outra obra de arte.

Apresentada no The Frame na exposição Art Basel em Basileia 2026 da Samsung Art Store, “Brea” traz a linguagem visual de Noureldin para uma experiência de visualização digital. Cortesia da Samsung Electronics.

 

Como a arte cria unidade dentro de uma casa

“Quando temos arte em nossas casas, ela se torna parte do nosso dia a dia.”

 

P. O que é significativo para você sobre os espectadores encontrarem seu trabalho em casa através da Samsung Art TV?

 

Viver com arte traz a arte de volta para um espaço privado e pessoal. Com as TVs Samsung Art, a obra sai do ateliê do artista e vai para uma casa, onde pode ser vivenciada diariamente, e não apenas durante uma visita a uma instituição. Isso ajuda a manter a criatividade visual presente na mente de todos, mesmo que não sejam artistas.

 

P. Quando uma obra de arte se torna parte da casa, o que a observação repetida pode revelar que talvez não seja percebido à primeira vista?

 

Quando temos arte em nossas casas, ela se torna parte do nosso dia a dia e muda com as condições ao seu redor. Diferentes momentos do dia, diferentes mudanças de iluminação ou até mesmo as mudanças de humor cada vez que uma peça é visualizada. Esses pequenos detalhes podem mudar a aparência de uma obra ao longo do tempo, tornando-a um elemento unificado do lar.

 

P. A Samsung Art Store apresentará seu trabalho a alguns espectadores que talvez ainda não conheçam sua prática. O que você espera que eles notem primeiro em “Brea”?

 

Espero que primeiro notem “Brea” como um som visual. Com isso, quero dizer uma composição que pode ser sentida através do ritmo e do movimento, da mesma forma que a música pode ser sentida sem palavras. Antes de tentarem defini-la, espero que passem um tempo com cada elemento de sua estrutura para entender como ela pode falar com mais de um sentido.

 

A Samsung Art Store é um serviço de assinatura de arte disponível nas TVs Samsung Art, incluindo The Frame, Micro RGB e Neo QLED, oferecendo mais de 5.000 obras em resolução 4K de mais de 800 parceiros em 117 países. Como parceira oficial de telas da Art Basel, a Samsung Electronics oferece outra maneira de vivenciar a arte contemporânea além da feira, por meio de coleções digitais exclusivas da Samsung Art Store com artistas das edições da Art Basel em Hong Kong, Basileia, Paris e Miami Beach.

 

Para vivenciar “Brea” e o restante da Coleção Art Basel em Basileia 2026, visite uma Samsung Art Store em sua TV Samsung compatível hoje mesmo.

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