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Estudantes de Palmas (TO) são semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil com projeto de acessibilidade nas escolas

16-09-2026

Maquete tátil combina diferentes texturas e tecnologia de áudio para facilitar o aprendizado do sistema digestório por estudantes com deficiência visual tornando as aulas mais inclusivas

Alunos e professoras de Palmas (TO), semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026, posam juntos
Equipe responsável pelo projeto ‘Maquete Tátil do Sistema Digestório para Inclusão’, semifinalista do Solve for Tomorrow Brasil 2026

Resumo AI

  • Estudantes de Palmas (TO) desenvolvem maquete tátil e multissensorial do sistema digestório para tornar as aulas de Biologia mais acessíveis a alunos com deficiência visual e TEA.
  • O projeto combina materiais de baixo custo e diferentes texturas com a plataforma eletrônica Arduino e recursos de áudio, permitindo que os estudantes conheçam os órgãos e suas funções pelo toque e pelo som.
  • A participação no Solve for Tomorrow tem ampliado o interesse pela ciência, a comunicação e a confiança dos estudantes, além de estimular a pesquisa e o olhar para desafios de inclusão dentro da própria escola.

Estudantes do Centro de Ensino Médio Tiradentes, em Palmas (TO), estão entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Sob orientação da professora Juliana Girardello Kern e com parceria da professora Tatiara de Aguiar Martins Lustosa, a equipe do 3º ano do ensino médio tem desenvolvido o projeto ‘Ciência ao Alcance das Mãos: Maquete Tátil do Sistema Digestório para Inclusão’, que busca tornar o ensino de Biologia mais acessível para estudantes com deficiência visual.

A ideia surgiu a partir de um itinerário formativo sobre inclusão, no qual os alunos participaram de rodas de conversa com atletas paralímpicos, assistiram a filmes sobre o tema e foram estimulados a observar desafios presentes no próprio ambiente escolar. A partir desse processo, o grupo identificou uma dificuldade nas aulas de Biologia: a disciplina utiliza frequentemente recursos visuais, como imagens, slides, microscópios e modelos anatômicos, o que pode limitar a participação de estudantes cegos ou com baixa visão.

Daí a proposta de desenvolver uma maquete tátil e multissensorial do sistema digestório, que permita aos estudantes conhecerem as estruturas e compreender suas funções por meio do tato. A proposta também ganhou uma dimensão tecnológica: a equipe trabalha na integração de um sistema com Arduino e dispositivos de áudio, que poderão reproduzir informações como nome e função de cada órgão quando acionados pelo toque.

Além da acessibilidade para pessoas com deficiência visual, o recurso revelou potencial para atender outros perfis de estudantes. Uma das integrantes da equipe é autista e, a partir da própria experiência ao manusear a maquete, passou a contribuir com percepções sobre tamanho, cores, texturas e formas de interação. A equipe percebeu, assim, que o modelo poderia favorecer também a compreensão de conteúdos por estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Não é porque o aluno está na escola que ele está inserido na dinâmica escolar. Precisamos criar cenários para que eles participem ativamente, e proporcionar que os demais alunos se engajem nisso, andando pela escola e buscando essas demandas e ideias para solucionar. Essa troca e esse conhecimento acontecem com a ciência e a pesquisa para além das paredes da escola. Isso muda a relação deles com o mundo e com a sociedade”, explica Juliana Girardello Kern, professora e orientadora do projeto.

“Projetos como o desenvolvido pelos estudantes de Palmas mostram como a ciência pode ser uma ferramenta de inclusão e transformação dentro da própria escola. Ao identificar uma barreira no aprendizado e buscar uma solução que combina acessibilidade, recursos de baixo custo e tecnologia, os alunos demonstram que a inovação também nasce da observação atenta das necessidades do cotidiano. É esse protagonismo que queremos estimular por meio do Solve for Tomorrow: jovens capazes de olhar para sua realidade, fazer perguntas e transformar conhecimento em soluções que possam beneficiar outras pessoas”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“A experiência desses estudantes mostra que promover equidade na educação também significa criar condições para que diferentes formas de aprender e participar sejam reconhecidas e valorizadas. Quando jovens identificam uma barreira presente em sua própria escola e mobilizam conhecimentos científicos e tecnológicos para enfrentá-la, eles não apenas desenvolvem aprendizagens: tornam-se agentes de transformação de sua comunidade. É justamente esse olhar para a realidade, aliado à pesquisa, à criatividade e ao trabalho coletivo, que o Solve for Tomorrow busca fortalecer nas escolas públicas brasileiras”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Os alunos devem visitar a Universidade Federal do Tocantins, onde terão contato com professores da área de enfermagem para receber orientações sobre a anatomia e a construção das estruturas dos órgãos. A equipe também já tem novos encontros com mentores do Solve for Tomorrow previstos para definir os ajustes e organizar o cronograma de execução.

A experiência também tem contribuído para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. Ao longo do projeto, eles passaram a pesquisar artigos científicos, autores que trabalham com materiais didáticos táteis para o ensino de Biologia e dados sobre deficiência visual.

Para Juliana, o processo já trouxe mudanças na postura dos estudantes, que passaram a se comunicar mais, trocar conhecimentos e compreender melhor as diferentes realidades presentes na escola. Segundo a educadora, a participação de uma das integrantes com TEA também se tornou uma oportunidade para que o grupo incorporasse diferentes perspectivas ao desenvolvimento da solução. “Eles estão entendendo que a pesquisa não é apenas construir uma maquete, mas observar uma necessidade, buscar conhecimento e pensar em uma solução que possa transformar aquela realidade”, afirma.

Para os estudantes, estar entre os semifinalistas também ampliou a percepção sobre o potencial do próprio trabalho. “No começo, eu era tímida e não imaginava que poderia chegar tão longe. A experiência tem sido incrível, porque estou participando mais, conhecendo pessoas novas e descobrindo coisas novas”, relata Isadora Borges Aguiar, aluna envolvida no projeto.

A professora destaca ainda que o Solve for Tomorrow possibilitou aos alunos conhecer projetos desenvolvidos por estudantes de diferentes regiões do país e perceber que uma iniciativa criada com recursos simples também pode gerar impacto. “Essa experiência está sendo maravilhosa para todos nós. É um sentimento de pertencimento, de sermos reconhecidos e vistos aqui no Norte, no Tocantins”, conclui Juliana.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão: 

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 17 de agosto a 2 de outubro: Mentoria para as equipes semifinalistas
  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis no site oficial do programa e na Samsung Newsroom Brasil

  1. Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026. ↩︎
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