[Galaxy Unpacked 2026] Samsung e seus parceiros projetam o futuro da saúde conectada — dos primeiros sinais à transformação duradoura
RESUMO AI
- A Samsung apresentou sua visão para o futuro da saúde conectada, combinando AI, dispositivos Galaxy e parcerias para transformar o cuidado preventivo em uma experiência mais personalizada, integrada e contínua.
- O painel debateu como tecnologias como Samsung Health, Samsung Food e iFIT podem transformar dados de saúde em ações práticas, incentivando hábitos mais saudáveis por meio de recomendações personalizadas.
- Especialistas da Samsung e de empresas parceiras de diferentes países, incluindo o brasileiro Otávio Penatti, do Instituto de P&D da Samsung no Brasil, discutiram como inteligência artificial, evidências clínicas e experiências conectadas podem transformar a prevenção e os cuidados com a saúde.
Durante o Galaxy Unpacked 2026, em Londres, a Samsung Electronics apresentou sua visão para o próximo capítulo da saúde digital — um futuro em que o cuidado passa do tratamento reativo para experiências preventivas, personalizadas e conectadas, respaldadas por inovação confiável na área da saúde e parcerias em todo o ecossistema de saúde.
Para aprofundar essa visão, a Samsung promoveu o painel “Reescrevendo as Regras da Saúde Preventiva” durante o Fórum de Saúde. Moderado pelo Dr. Hon Pak, vice-presidente sênior e líder da equipe de Saúde Digital da divisão Mobile eXperience (MX) da Samsung Electronics, o painel reuniu especialistas em nutrição, atividade física, pesquisa clínica e inteligência artificial para discutir como a tecnologia pode ajudar as pessoas a transformar conhecimento em hábitos saudáveis no dia a dia. Dentre as participações, o Fórum contou com a presença de Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil.

(Da esquerda para a direita) Otávio Penatti, Kevin Duffy, moderador Dr. Hon Pak. Rohit Ail, Kartik Poria
O paradoxo da saúde — e as “etapas que ainda faltam”
Ao abrir o debate, o Dr. Pak destacou um dos grandes paradoxos da saúde moderna: embora a inovação tecnológica tenha avançado em ritmo acelerado, a incidência de doenças crônicas continua crescendo em todo o mundo.
“Vivemos na era em que mais se mede a saúde na história da humanidade — bilhões de pessoas monitoram o próprio sono, estresse e frequência cardíaca todos os dias. No entanto, as doenças crônicas continuam aumentando. Tudo indica que ter mais dados, por si só, não significa ter mais saúde.”
Ele descreveu a desconexão como as duas “etapas faltantes”. A primeira é a do monitoramento e da detecção: grande parte dos fatores que influenciam nossa saúde acontece fora do ambiente clínico, o monitoramento contínuo não estava disponível nem conectado aos profissionais de saúde. A última etapa é a da ação: mesmo após um diagnóstico e um plano de tratamento, cabe ao indivíduo colocar essas orientações em prática todos os dias — e como a vida cotidiana é corrida, a mudança é difícil.

Dr. Hon Pak
O Dr. Pak afirmou que a Samsung está em uma posição privilegiada para preencher essas duas lacunas. Com tecnologias presentes no dia a dia das pessoas — como dispositivos vestíveis, smartphones e um ecossistema conectado — a Samsung consegue compreender não apenas os dados biométricos brutos, mas também o contexto em que eles são gerados.
“Nós não enxergamos apenas um número — entendemos o que está por trás dele: se aquele é o momento certo para você fazer uma mudança ou se é uma fase em que precisa de um pouco mais de apoio. Estar presente justamente no momento em que as pessoas tomam decisões sobre a própria saúde é algo que hospitais e outras empresas têm dificuldade de captar ou incorporar ao cuidado.”
Mas nenhuma empresa consegue fazer isso sozinha. Segundo ele, é por isso que a Samsung está desenvolvendo o Cuidado Conectado em conjunto com parceiros — eliminando as barreiras iniciais e finais para ampliar a prevenção, com a AI (inteligência artificial) atuando como facilitadora em ambas as etapas. Para orientar a discussão, ele apresentou três pilares principais: comportamento cotidiano, confiança na prática clínica e privacidade, e AI avançada e pesquisa.
Comportamento cotidiano: Concluindo a última etapa na mesa de jantar e na academia
Dieta e exercícios físicos estão entre os fatores que mais influenciam a saúde no longo prazo — e também entre aqueles sobre os quais temos maior controle. O Dr. Pak destacou que é justamente nesses momentos que a distância entre saber o que fazer e efetivamente fazer é maior.
Kartik Poria, chefe de produto do Samsung Food, identificou essa lacuna em um momento que todos reconhecem.
“São seis da tarde de uma terça-feira. Você está cansado, parado em frente à geladeira, e tudo o que sabe sobre alimentação saudável acaba cedendo lugar à opção mais rápida. É exatamente esse momento que queremos alcançar, porque aquilo que você come, dia após dia, é uma das ferramentas mais poderosas que temos para prevenir doenças crônicas.”
Ele explicou como o Samsung Health e o Samsung Food estão sendo integrados para atacar dois lados do mesmo problema: O Samsung Health mostra o que está acontecendo no organismo, reunindo indicadores como registro das refeições, IMC, Índice de Antioxidantes e Índice AGEs. Já a biblioteca global de receitas do Samsung Food facilita o planejamento de refeições e sua inteligência alimentar reflete como as pessoas realmente gostam de comer. O que torna o conceito superior é uma experiência nutricional fundamentada na ciência da mudança comportamental, e não apenas no monitoramento — o objetivo é aprender os hábitos da pessoa e trabalhar em conjunto para que o padrão mais saudável se torne o mais fácil.
“Não estamos criando mais uma tarefa para as pessoas administrarem. Estamos tornando a escolha saudável a mais fácil — tanto nas noites em que você tem disposição para cozinhar quanto naquelas em que não tem.”

Kartik Poria do Samsung Food
Falando sobre movimento, Kevin Duffy, CEO da iFIT, destacou que o exercício é fundamental para o bem-estar físico e mental e explicou como os programas da iFIT, conduzidos por especialistas, estão se tornando mais acessíveis por meio do Samsung Health.
“O exercício físico é vital para o bem-estar físico e mental — saúde cardiovascular, força, mobilidade, qualidade do sono, controle do estresse.”
Pelo Samsung Health, os usuários podem descobrir e assinar os programas premium de treinamento da iFIT. Durante os treinos guiados, a integração com o Galaxy Watch permite acompanhar as principais métricas de desempenho. Com o Índice de Condicionamento Físico, eles passam a ter uma visão mais completa do próprio preparo físico, reunida em uma pontuação de fácil compreensão, com recomendações personalizadas. Olhando para o futuro, Duffy afirmou que o Health Assistant (Assistente de Saúde)1 da Samsung poderá combinar o Índice de condicionamento físico com as metas e o histórico de atividades do usuário para sugerir o treino mais adequado no momento certo.
“Exercitar-se não é apenas manter-se ativo — é entender o seu corpo, construir hábitos duradouros e ter a orientação certa no momento certo. Ao unir os programas desenvolvidos por especialistas da iFIT aos insights gerados pelo Samsung Health, conseguimos ajudar mais pessoas a tornar o movimento uma parte significativa do cotidiano.”

Kevin Duffy da iFIT
Mas, como observou o Dr. Pak, conteúdo e insights, por si só, não são suficientes para transformar intenção em ação. O maior desafio é fazer a transição do engajamento para a ativação. A Samsung projeta seus produtos pensando na vida real, reconhecendo que as pessoas frequentemente falham e não atingem seus objetivos — e que é justamente nesses momentos que o suporte relevante, oferecido na hora certa, faz toda a diferença.
Segundo ele, o verdadeiro indicador de sucesso não é quantas vezes o sistema consegue influenciar alguém, mas quantas escolhas saudáveis ele ajuda a transformar em realidade — como a orientação de um médico para reduzir o consumo de sal se refletindo discretamente em itens no carrinho de compras, ou um treino que se adapta à pessoa onde ela realmente estiver naquele dia. Poria acrescentou que essa é a verdadeira mudança: de incentivar as pessoas a mudar a escolha que lhes é apresentada.
Credibilidade clínica e privacidade: construindo confiança com base em evidências
Na sequência, o Dr. Pak abordou a questão da confiança, observando que embora os dados gerados por dispositivos vestíveis já sejam familiares para a maioria dos médicos, poucos conseguiram incorporá-los à prática clínica. Segundo ele, preencher essa lacuna é uma questão de evidências, fluxo de trabalho e confiança.
Rohit Ail, chefe do Laboratório de Incubação de Tecnologia do Instituto de P&D da Samsung no Reino Unido (SRUK), explicou como sua equipe trabalha para gerar evidências clínicas em condições reais de uso.
“Nosso objetivo é atender aos padrões exigidos por médicos, pesquisadores e órgãos reguladores. Para isso, é fundamental produzir evidências em ambientes clínicos do mundo real. Este compromisso é sustentado pelo crescente conjunto de pesquisas clínicas e evidências de validação da Samsung.”
Ele mencionou colaborações em andamento em toda a Europa, incluindo parcerias com o NHS e estudos de validação clínica realizados com hospitais de referência. Em parceria com o Hospital Universitário San Cecilio (Espanha) e com a Gemelli (Itália), a Samsung está desenvolvendo iniciativas para identificar e gerenciar o risco de doenças cardiovasculares por meio de inteligência artificial e tecnologias de apoio à decisão clínica. Já a colaboração com a Fondazione IRCCS (Itália), busca compreender e enfrentar os efeitos tardios vivenciados por adolescentes e jovens adultos sobreviventes de câncer, utilizando fenotipagem digital baseada em AI e uma abordagem holística e não invasiva.
Em relação à privacidade, Ail observou que a Samsung considera que os dados do usuário pertencem ao próprio usuário, cabendo à Samsung o papel de guardiã dessas informações. “A confiança começa pela proteção dos dados dos usuários. A Samsung adota uma abordagem de três camadas: o Samsung Knox, responsável pela proteção em nível de dispositivo; uma infraestrutura em conformidade com o GDPR; e o alinhamento com a estrutura do Espaço Europeu de Dados de Saúde.”
Ele acrescentou que o SRUK também desenvolveu uma estrutura de Ensaios Clínicos Descentralizados, na qual a identidade dos participantes permanece sob o controle das instituições de saúde, enquanto os dados são pseudonimizados desde a sua coleta.

Rohit Ail, chefe do Laboratório de Incubação de Tecnologia do Instituto de P&D da Samsung no Reino Unido, participa do painel sentado em uma poltrona, olhando em direção ao público
Inteligência Artificial Avançada e Pesquisa: Interpretando os sinais do corpo
Se a presença no dia a dia e a confiança na prática clínica são dois dos pilares dessa estratégia, a inteligência artificial é o elemento que conecta ambos. O Dr. Pak apresentou os modelos fundacionais como um verdadeiro divisor de águas — uma mudança das médias populacionais para algo verdadeiramente pessoal.
Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, explicou o que significa, na prática, um modelo fundacional voltado para a área da saúde.
“Um modelo fundacional para a saúde é um modelo de AI que usa aprendizado autossupervisionado para aprender características significativas a partir de dados de biossinais não rotulados. Na Samsung, estamos desenvolvendo pesquisas sobre modelos fundacionais para a saúde por meio de equipes de pesquisa espalhadas pelo mundo, reunindo especialistas em inteligência aplicada a biossinais, AI para dispositivos vestíveis e informações de saúde personalizada. Com base no sucesso de grandes modelos de linguagem (LLMs), agora podemos interpretar biossinais complexos — como ECG, ACC e PPG — não como dados isolados, mas como uma linguagem biológica estruturada. Esses sinais podem ser captados por dispositivos vestíveis em situações cotidianas. Ao aplicar modelos fundacionais para compreender esses padrões biológicos, temos o potencial de fornecer previsões mais precisas e informações contínuas e personalizadas sobre saúde.”

Otávio Penatti do Instituto de P&D da Samsung no Brasil
Três áreas de foco, um objetivo
Para concluir, o Dr. Pak pediu a cada participante do painel que apresentasse, em uma frase, sua visão sobre o Cuidado Conectado na era da AI daqui a cinco anos.
- Kartik Poria (Samsung Food): “Daqui a cinco anos, alimentar-se bem não dependerá mais apenas da força de vontade. Será como ter um chef e um nutricionista no bolso, capazes de transformar aquilo que seu corpo precisa em refeições personalizadas para o seu dia a dia.”
- Kevin Duffy (iFIT): “Um treinador que conhece o seu corpo e adapta cada treino à pessoa que você é naquele dia.”
- Rohit Ail (SRUK): “Cuidados em que os médicos confiam e os pacientes têm controle — baseados em evidências e privados por princípio.”
- Otávio Penatti (SRBR): “Uma inteligência artificial que entende a linguagem corporal e age antes que os problemas comecem.”
O Dr. Pak concluiu unindo os principais temas: comportamento cotidiano, confiança na prática clínica e AI personalizada — três áreas de enfoque, com um objetivo em comum: superar os obstáculos iniciais e finais para ampliar a prevenção, atendendo às necessidades das pessoas onde elas realmente precisam.
“O futuro da saúde é conectado, confiável e proativo — e é um caminho que temos o prazer de percorrer juntos.”
1 Sem previsão de disponibilidade para o Brasil.
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