Professores recebem dicas e compartilham experiências sobre o uso da tecnologia na educação

on 12-06-2020
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A presença da tecnologia como ferramenta de transformação dos métodos de ensino e aprendizagem foi tema do 1º Webinar do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa global da Samsung

Imagem meramente ilustrativa

 

Repentinamente, pais, alunos e professores se viram diante de uma situação extrema e sem precedentes: a suspensão das aulas por tempo indeterminado e, posteriormente, a necessidade de retomar a rotina escolar à distância. Os desafios se acumularam e passam por fatores como acesso à conexão de internet e como encontrar formas eficientes de usar a tecnologia a favor da educação.

 

Em pesquisa referente a 2019 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que monitora a adoção das tecnologias de informação e comunicação (TIC) pela comunidade escolar no Brasil, dados davam conta de que 67% dos professores usavam smartphones para realizar atividades pedagógicas com os alunos. Essa tendência se tornou ainda mais presente por conta do momento atual.

 

Mas essa dinâmica ainda precisa de suporte para funcionar de fato, como mostra pesquisa publicada em maio deste ano pelo Instituto Península: 83% dos professores brasileiros se sentiam pouco ou nada preparados para o ensino remoto. A partir desse cenário, muitos docentes têm discutido se há uma estratégia mais adequada para atingir todos os estudantes com qualidade e precisão.

 

“A tecnologia já mudou a forma como nos relacionamos com o mundo de muitas formas, mas para a educação ainda há muito por fazer. Era preciso um planejamento que não foi possível criar neste momento. Quase ninguém estava preparado, mas a tecnologia servirá para fomentar essa transformação digital e deixará um legado para o futuro”, indica Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.

 

Na última sexta-feira (5), esses tópicos foram debatidos no primeiro de uma série de webinars organizados pelo Prêmio Respostas Para o Amanhã, iniciativa global da Samsung que está presente no Brasil desde 2014 e que mobiliza alunos e professores do Ensino Médio da rede pública. O conteúdo está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=cGc3okefv80.

 

O debate online serviu para apresentar diferentes visões e soluções para as demandas educacionais que estão surgindo nos últimos tempos. Isabel Costa atuou como mediadora e teve como convidados Renato Citrini, gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, e Richard Romancini, Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, mestre e doutor pela Escola de Comunicações e Artes da USP.

 

A audiência, composta majoritariamente por professores, participou ativamente no chat da transmissão ao vivo no canal do Respostas para o Amanhã no YouTube, enviando dúvidas e curiosidades sobre os desafios do ensino via internet. As perguntas envolveram equipamentos e ferramentas mais adequadas para cada tipo de aula ou grupo de alunos e também métodos pedagógicos que poderiam inspirar os docentes.

 

“Estamos em um momento de reflexão e poderemos repensar diversos pontos sobre como nos comunicamos nas escolas. O professor, que antes pedia silêncio na sala de aula, agora precisa implorar pela participação dos alunos, precisa lidar com o excesso de informações que a internet oferece ao mesmo tempo para eles. É preciso encontrar novas dinâmicas comunicativas, porque o tradicional não poderá ser replicado. E não há, por enquanto, certo ou errado”, afirmou Romancini.

 

Para o professor da USP, é urgente que os docentes tracem estratégias para entender o perfil de seus alunos. Isso envolve qualidade de conexão da internet, quais recursos tecnológicos os estudantes têm em casa e o que cada tipo de aula exige. Romancini destacou que é importante também aproveitar que a nova geração de alunos está mais apta a aprender e usufruir da tecnologia.

 

“Cada professor vai identificar o que é melhor para cada atividade de cada disciplina. É nessa reflexão que cada um vai encontrar seu caminho. Um professor de artes, por exemplo, pode definir que as devolutivas de desenhos e esculturas serão feitas por foto. Em uma aula ao vivo, uma solução para quem tem conexão instável é o professor gravar o conteúdo e depois enviar para quem não conseguiu acompanhar em tempo real”, exemplificou o professor.

 

Até que os melhores métodos sejam definidos, é essencial que professores, diretores, pais e alunos troquem informações sobre o que tem funcionado e o que apresenta falhas nessa transformação sofrida pela educação. Todas as figuras envolvidas nesses processos estão se adaptando e é por isso que Renato Citrini incentiva o empirismo neste momento.

 

“Todos se viram obrigados a, de repente, aprender a lidar com a tecnologia. Então é hora de sair tateando as opções, ouvindo os alunos sobre seus contextos. A tecnologia vai nos oferecer oportunidades que serão mantidas no futuro da educação. Ela vai ser uma potencializadora do ensino, vai acelerar processos, mas também pode pular etapas, então é preciso um cuidado maior na aplicação dos conteúdos”, ponderou o gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

 

Esse alerta de Citrini tem a ver com a falta de interações pessoais e de experiências com maior diversidade cultural que o ambiente escolar proporciona. Ele lembra, porém, que a tecnologia disponível nos dias de hoje encurta muito mais essa distância do que se situação atual tivesse acontecido há duas décadas. É preciso, então, aproveitar os benefícios de conectividade, portabilidade e velocidade que os recursos tecnológicos oferecem.

 

“A solução não vai ser a mesma para todo mundo. Se seus alunos têm condições precárias de internet, não adianta sugerir uma visita de realidade aumentada a um museu ou pensar em conteúdos de vídeo em alta resolução. Se o professor tem problemas de conexão, não importa se o smartphone é capaz de gravar em 8K, a solução estará em reduzir a qualidade da imagem para que o conteúdo atinja o maior número de estudantes possível”, disse.

 

Isabel Costa complementou os convidados: “Aquela história de ‘desliga o celular e vai estudar’ acabou. Isso mudou. E até mesmo este momento que estamos enfrentando nos proporcionará oportunidades de desenvolver métodos de ensino e até de reaproximar os pais e as famílias dos processos educacionais dos estudantes”.

 

A programação da sétima edição do Prêmio Respostas para o Amanhã vai prosseguir com mais edições de webinars no YouTube e com inscrições abertas para os projetos de alunos e professores do Ensino Médio da rede pública até agosto. Para mais informações, acesse o site https://respostasparaoamanha.com.br/ ou baixe o aplicativo do Respostas para o Amanhã na Play Store.

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