[Samsung Newsroom Entrevista] “A Bixby será seu ponto de partida preferido para todos os dispositivos Samsung’ – Conheça Jisun Park, Head de Language AI da Samsung
À medida que a AI continua a avançar, as experiências móveis estão evoluindo rapidamente para além da simples execução de comandos. Um novo paradigma de AI agêntica está surgindo, capaz de compreender intenção e contexto para agir de forma autônoma em nome dos usuários.
Diante dessa transformação, a Samsung Electronics posiciona a Bixby na linha de frente. Com lançamento oficial em 31 de março, a Bixby evoluiu de assistente de voz para uma “agente de dispositivos” — capaz de compreender o contexto do dispositivo, conectar funções e executar tarefas complexas em nome dos usuários. Com controle intuitivo por linguagem natural, a Bixby oferece soluções personalizadas com base no status do dispositivo, além de acesso contínuo a informações da web em um único fluxo de conversa.
Mas o que torna a Bixby mais do que apenas um assistente de voz? Jisun Park, Vice-Presidente Executivo Corporativo e Head da equipe de Language AI da divisão Mobile eXperience (MX) da Samsung Electronics, explica.

Jisun Park
Newsroom: O que mudou na nova Bixby em comparação com a anterior?
Jisun: A Bixby evoluiu para uma agente de dispositivos mais poderosa, indo além de uma assistente tradicional. Otimizada para o dispositivo de cada pessoa, ela compreende profundamente o status e as capacidades do smartphone para fornecer respostas mais relevantes e soluções personalizadas. Com melhorias na compreensão de linguagem natural, também permite um controle mais intuitivo e fluido do dispositivo.

Jisun Park utiliza linguagem natural para perguntar à Bixby quais configurações do dispositivo devem ser ajustadas para reduzir o cansaço visual
Newsroom: Quais são algumas das principais experiências que as pessoas podem esperar da nova Bixby?
Jisun: A melhoria mais perceptível é o quanto o controle do dispositivo se tornou intuitivo.
A Bixby compreende a intenção do usuário e recomenda as configurações ou funcionalidades mais adequadas, eliminando a necessidade de navegar por menus ou conhecer o nome exato dos recursos. Os usuários ainda podem descrever o que desejam em linguagem natural.
Por exemplo, se o usuário disser “Deixe minha tela visível apenas para mim” no Galaxy S26 Ultra, a Bixby ativa o recurso Tela de Privacidade1.
A Bixby também pode responder perguntas sobre o dispositivo e fornecer soluções personalizadas com base nas configurações atuais — essencialmente, um centro de atendimento no seu bolso. Por exemplo, ao perguntar “Meus olhos estão cansados — como posso deixar a tela mais confortável para visualizar?”, a Bixby recomenda e ativa o recurso Eye Comfort Shield imediatamente.
As pessoas podem obter respostas e soluções simplesmente fazendo perguntas durante uma conversa, sem precisar procurar nas configurações ou abrir aplicativos separados, como navegador ou mapas.
Além disso, a Bixby não está mais limitada a consultas relacionadas ao dispositivo. Agora, ela pode analisar informações da web em tempo real e fornecer respostas relevantes. Por exemplo, os usuários podem perguntar “Recomende três restaurantes coreanos em Seul para uma família de quatro pessoas” e receber resultados diretamente na conversa.
Isso permite fazer perguntas de acompanhamento de forma natural e obter as informações necessárias sem interromper o fluxo ou trocar de contexto.
Newsroom: Qual foi a parte mais desafiadora do processo de atualização da Bixby?
Jisun: O maior esforço foi redesenhar a arquitetura da Bixby de um modelo baseado em comandos para um modelo agêntico, permitindo compreender melhor a intenção do usuário e entregar resultados ideais.
Antes, a Bixby classificava a entrada do usuário e executava tarefas com base em cenários predefinidos. Agora, com um LLM em seu núcleo, ela consegue interpretar a intenção com mais flexibilidade e gerar seus próprios planos de execução.
Mais especificamente, transformamos funções individuais em agentes acionáveis e os definimos de forma que o LLM possa invocá-los conforme necessário. Isso permite que o sistema combine múltiplas funções e APIs para executar tarefas de forma mais significativa, indo além da simples compreensão de linguagem natural.
Como resultado, a Bixby agora lida com solicitações complexas e de múltiplas etapas de forma mais natural, com maior consciência contextual — incluindo cenários que antes eram difíceis de processar.

Jisun Park explica o processo por trás da evolução da Bixby como agente de dispositivos com um LLM em seu núcleo
Newsroom: Há algum episódio marcante durante o desenvolvimento?
Jisun: A melhoria do desempenho em língua coreana foi particularmente marcante.
Como a Bixby oferece suporte a múltiplos idiomas, é importante garantir desempenho consistente em todos eles. O coreano é conhecido por ser especialmente desafiador em ambientes de LLM devido à sua complexidade linguística. Suas formas de palavras variam amplamente devido a um rico sistema de partículas e terminações, e sua ordem flexível de palavras faz com que o significado possa mudar significativamente dependendo do contexto — o que dificulta a interpretação confiável da estrutura das frases e da semântica pelos modelos.
Em determinado momento, as métricas de desempenho em coreano ficaram estagnadas por um longo período, e toda a equipe passou horas testando diferentes abordagens. Por exemplo, refinamos o treinamento do modelo baseado em LLM para refletir melhor as características linguísticas do coreano, ajustamos a arquitetura do modelo e reforçamos o aprendizado baseado em contexto para melhorar a compreensão contextual.
Ainda assim, o processo esteve longe de ser fácil. Houve momentos de frustração, quando até mesmo as abordagens mais promissoras não entregavam os resultados esperados. Mas, ao persistir e buscar avanços continuamente, a equipe conseguiu superar significativamente as metas originais de desempenho em coreano.
Esse foi o momento em que toda a equipe realmente acreditou: a nova Bixby era, de fato, diferente.
Newsroom: Qual será o papel da Bixby na transição da Samsung para a era da AI agêntica?
Jisun: A Bixby terá um papel fundamental como agente de dispositivos, ajudando as pessoas a acessar e utilizar os dispositivos Samsung de forma mais simples e completa.
Em sua essência, a AI agêntica trata de compreender intenção e contexto para executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, tornando as experiências do dia a dia mais simples e convenientes. Com isso, a Samsung busca acelerar a adoção em larga escala da AI e, em última instância, integrá-la de forma fluida à vida cotidiana, assim como uma infraestrutura essencial.
Com a Bixby, as pessoas podem descobrir e utilizar uma ampla gama de recursos do Galaxy AI sem precisar de conhecimento técnico. Dessa forma, a Bixby reduz a barreira de acesso à AI e permite que mais pessoas aproveitem experiências com AI no dia a dia.

Jisun Park fala com o Galaxy S26 Ultra para demonstrar as novas capacidades agênticas da Bixby
Newsroom: A Bixby agora está se expandindo para além dos dispositivos móveis Galaxy. Você pode nos contar mais sobre isso?
Jisun: A Bixby já está disponível em uma variedade de dispositivos Samsung além do ecossistema Galaxy, trazendo ainda mais conveniência para os usuários.
Essa evolução da Bixby está sendo implementada gradualmente em mais produtos, permitindo que os usuários Samsung controlem múltiplos dispositivos em casa com mais praticidade.
Por meio da integração com o SmartThings, é possível controlar eletrodomésticos remotamente via dispositivos Galaxy. Por exemplo, enquanto estão fora de casa, podem dizer “Comece a limpar o chão” para um robô aspirador, ou “Ligue o ar-condicionado no modo desumidificação” antes de chegar em casa.
Isso permite gerenciar o ambiente doméstico de forma mais fluida, mesmo à distância.
À medida que a Bixby continua a se expandir entre dispositivos, ele proporcionará uma experiência mais integrada e conectada, ajudando as pessoas a desfrutar de mais conveniência no dia a dia.

Com a Bixby, os usuários podem descobrir e utilizar uma ampla variedade de recursos do Galaxy AI no dia a dia sem conhecimento técnico
Newsroom: Qual é o futuro e objetivo da Bixby?
Jisun: Nosso objetivo é que a Bixby se torne o principal ponto de entrada para a interação com os produtos Samsung.
No passado, as pessoas precisavam buscar o aplicativo certo, navegar por menus e alternar entre várias telas para concluir uma tarefa.
Com a Bixby, basta falar para que as tarefas sejam realizadas. Isso representa uma mudança de interações baseadas em aplicativos e menus para uma experiência mais natural, guiada por conversação.
Para alcançar isso, estamos avançando continuamente em capacidades-chave de AI, como compreensão de linguagem natural, raciocínio baseado em contexto e planejamento.
Ao mesmo tempo, estamos expandindo a Bixby para mais dispositivos. Como um agente de dispositivos que entende cada produto e o conecta à intenção do usuário, a Bixby se tornará um parceiro natural e integrado no dia a dia.
1 O recurso Tela de Privacidade controla o campo de visão da tela, limitando a visão periférica. Algumas alterações na qualidade da imagem podem ocorrer fora do alcance de visualização. Quando ativada, algumas informações podem ainda ser visíveis para outras pessoas, dependendo do ambiente de visualização, como o ângulo ou o brilho. É importante ter cautela ao expor informações sensíveis.
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