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Dia Nacional do STEM: finalistas do Solve for Tomorrow mostram como a ciência transforma a aprendizagem

06-11-2026

Projetos de estudantes da rede pública integram Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática para investigar desafios locais e desenvolver soluções em áreas como sustentabilidade, saúde, saneamento e preservação cultural

Quatro alunas de jaleco posam juntas em laboratório acadêmico de escola estadual no Sergipe
Alunas de Ribeirópolis (SE) são finalistas do Solve for Tomorrow com projeto de tubetes biodegradáveis

Resumo AI

  • Os dez projetos finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil mostram como a abordagem STEM conecta conhecimentos escolares a desafios reais de diferentes comunidades brasileiras.
  • As iniciativas incluem tecnologias para monitorar a qualidade da água, prevenir focos do mosquito Aedes aegypti, reaproveitar resíduos, melhorar o saneamento e preservar o patrimônio cultural.
  • Promovido pela Samsung, o programa estimula a aprendizagem prática, o pensamento científico, a criatividade e o protagonismo de estudantes do Ensino Médio de escolas públicas.

Celebrado em 8 de novembro, o Dia Nacional do STEM destaca a importância da integração entre Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática na formação de estudantes e no desenvolvimento de soluções para a sociedade. Na 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, essa abordagem ganha forma em dez projetos finalistas que partem de desafios identificados pelos próprios alunos em suas comunidades para investigar possibilidades e desenvolver propostas com aplicação prática.

Promovido pela Samsung, o Solve for Tomorrow é um programa global de Cidadania Corporativa que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a utilizar conhecimentos científicos e tecnológicos para enfrentar desafios reais. Os projetos selecionados para a etapa final demonstram como a metodologia STEM pode ir além do conteúdo em sala de aula, estimulando a investigação, a experimentação e a aplicação interdisciplinar do conhecimento.

STEM na prática: do problema à construção de soluções

Os dez finalistas foram selecionados entre 30 equipes semifinalistas e representam diferentes regiões do Brasil. São seis projetos do Nordeste, dois do Centro-Oeste, um do Norte e um do Sudeste, com iniciativas relacionadas a sustentabilidade, saúde, segurança, saneamento, gestão de recursos e preservação do patrimônio cultural.

As propostas mostram diferentes maneiras de aplicar a abordagem STEM. Em Barcelos (AM), por exemplo, estudantes da Escola Estadual Angelina Palheta Mendes desenvolvem o Biofiltro de Torneira, um filtro portátil que utiliza biochar produzido a partir do caroço de açaí e fibras de piaçava para investigar alternativas de tratamento doméstico da água.

Em Mogeiro (PB), o CisternSentinel combina sensores ultrassônicos, luminosidade e Internet das Coisas (IoT) para monitorar o nível da água e as condições de vedação de cisternas, apoiando ações preventivas contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Já em Aruanã (GO), o EcoRibeirinho propõe um sistema de monitoramento da qualidade da água do Rio Araguaia, com envio de alertas a pescadores sobre condições ambientais que podem estar associadas à mortandade de peixes.

A integração entre ciência e tecnologia também aparece em projetos voltados ao reaproveitamento de materiais. Em Vertentes (PE), o Pavers Sustentáveis investiga a utilização da casca da castanha de caju na produção de blocos para pavimentação, com ensaios de resistência e absorção de água. Em Ribeirópolis (SE), o Reutilizar para Plantar desenvolve tubetes biodegradáveis para mudas a partir de resíduos orgânicos, como fibra de coco e casca de ovo.

Outras equipes exploram aplicações em diferentes áreas. O FOSSA VIVA TECH, de Santa Bárbara (BA), propõe um biorreator para transformar dejetos orgânicos em biogás e biofertilizante, com monitoramento eletrônico. Em Carnaíba (PE), o Sertanino investiga um bioindicador de baixo custo para avaliar a qualidade da água por meio de extratos de plantas regionais. O SORGONEX, de Itumbiara (GO), pesquisa o potencial de extratos de raízes de sorgo para o desenvolvimento de um bioherbicida pré-emergente.

A tecnologia também é aplicada à preservação cultural e à gestão de espaços. Em São Luís (MA), o CentroVivo combina QR Codes, realidade aumentada e inteligência artificial em uma plataforma digital dedicada ao patrimônio histórico local. Em Campinas (SP), o OWL desenvolve um sistema de localização em tempo real para facilitar o gerenciamento de equipamentos em ambientes internos.

Aprendizagem que conecta conhecimento e realidade

Mais do que desenvolver protótipos, os projetos evidenciam o papel da abordagem STEM na construção de experiências de aprendizagem que estimulam os estudantes a observar o território onde vivem, reconhecer problemas e buscar respostas com base no conhecimento científico.

Nesse processo, diferentes disciplinas deixam de ser trabalhadas de forma isolada. A investigação de um problema pode exigir conceitos de Ciências para compreender fenômenos naturais, conhecimentos de Matemática para analisar dados, recursos tecnológicos para coletar informações e princípios de Engenharia para projetar e aprimorar soluções.

A metodologia também estimula competências como pensamento crítico, criatividade, colaboração e resolução de problemas. Por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL, na sigla em inglês), os estudantes participam ativamente das etapas de pesquisa, planejamento, experimentação e desenvolvimento das propostas, com orientação de seus professores.

“Os alunos observam e pesquisam suas comunidades. E, a partir de seus próprios interesses, iniciam uma jornada educativa de conhecimento científico estruturada pela mediação de seus professores. O Solve for Tomorrow valoriza essa empatia, colaboração e protagonismo. Dessa forma, busca reconhecer mobilizações transformadoras na rede pública de ensino e dar visibilidade para que possam servir de referência e inspiração para qualificar a aprendizagem e o desenvolvimento de jovens”, afirma Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades 
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática 
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe 
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada 

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento1 de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais. 

Qual é o impacto do Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação. 

Calendário Solve for Tomorrow Brasil 2026

  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Mais informações estão disponíveis no site oficial do Solve for Tomorrow e na Samsung Newsroom Brasil.

  1. Dados internos Samsung considerando os projetos válidos. Comparativo entre os anos de 2025 e 2026. ↩︎
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